Devo levar meu filho adolescente ao Urologista?

Os meninos devem ir ao urologista no início da adolescência (entre os 12 e 14 anos) antes de iniciar a vida sexual e mesmo depois de iniciá-la; assim como as meninas devem consultar um ginecologista. Um dos objetivos desta consulta é preservar a capacidade reprodutiva do jovem. É importante também para esclarecer dúvidas, obter certeza de sua normalidade física, descobrir e conhecer o funcionamento de seu corpo e aprender a tomar alguns cuidados, tais como evitar gravidez, as doenças sexualmente transmissíveis e como fazer a higiene do pênis.

O desenvolvimento do corpo do homem, durante a puberdade, acontece de forma desordenada, principalmente no que se refere aos genitais.

Dúvidas sobre o tamanho do pênis, sua forma, à quantidade de pele, sobre as ereções matinais, a produção e a eliminação de sêmen, podem gerar angústia, dúvidas, timidez, insegurança, baixa autoestima e até agressividade.

O câncer de pênis pode ser provocado pelo HPV e por higiene inadequada. Ele é mais comum em adultos acima de 40 anos, mas é importante aprender como fazer a higiene do pênis desde cedo.

Os adolescentes devem participar da escolha do seu médico. É importante gostar e ter confiança nele para poder se abrir e esclarecer suas dúvidas. O ideal é que o médico trabalhe com adolescentes e que a primeira consulta possa ser só para conversar, e sem a presença dos pais se for do desejo do adolescente.

A preservação da fertilidade deve ser um dos tópicos importantes a ser abordado:

O uso de drogas:

  •  Maconha e cocaína alteram a produção de hormônios envolvidos na produção de espermatozóides, mas geralmente o problema desaparece quando se suspende a droga.
  • Anabolizantes provocam atrofia de testículos, com queda acentuada da produção de espermatozóides e em 25% dos casos é irreversível.
  • Cigarro diminui a produção de espermatozóides de boa qualidade.

Lubrificantes: prejudicam a mobilidade do esperma.

Medicamentos: alguns podem afetar a produção e a qualidade dos espermatozóides. Nesta lista incluem se certos antibióticos, drogas para tratamento de câncer, para hipertensão e contra a queda de cabelo (que bloqueiam a produção de testosterona)

Peso: o hormônio masculino (testosterona) é transformado em estradiol hormônio que determina as características femininas. Isto ocorre nas células adiposas (células de gordura). Quanto mais gordura maior esta conversão, com queda da fertilidade.

Estresse: altera a produção de hormônios.

Falar, pensar e fazer sexo sempre foram considerados “comportamentos típicos de macho”, mas meninos também têm dúvidas e ninguém nasce sabendo tudo sobre sexo.

Notícias/Ciência& Saúde. 17/11/2009. 19:26.Dr. Rodrigo Lessi Pagani, andrologista, professor do Curso de Pós-Graduação em Infertilidade Humana do ICS instituto de Ciência da Saúde.

Obesidade

Mona Lisa, por Fernando Botero

Mona Lisa, por Fernando Botero

Ao contrário do que muitos pais pensam, criança saudável não significa criança gorda. É na infância que adquirimos nossos hábitos  alimentares. Segundo pesquisas, cerca de 40% das crianças que são obesas na infância, irão se tornar adultos obesos.

A obesidade não é só um problema estético, o excesso de peso pode provocar o aparecimento de vários problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos (pressão alta), aumento do colesterol,  alterações ortopédicas (dores articulares). Crianças obesas podem ser vítimas de apelidos e bullying o que pode afetar a sua integração na escola.

Cerca de 15% das crianças e 8%  dos adolescentes são obesos e 8 entre 10 adolescentes continuam obesos quando adultos.

As causas para o desequilíbrio entre calorias ingeridas e queimadas podem variar de pessoa para pessoa. Hábitos alimentares errados, fatores genéticos, sedentarismo, distúrbios psicológicos e problemas familiares são os mais freqüentes desencadeantes de obesidade.

Consumo exagerado de alimentos gordurosos:

Ingerir grande quantidade de comida nem sempre é o responsável pelo aumento exagerado de peso, alimentos de alto valor calórico causam aumento de peso mesmo não sendo ingeridos em grande quantidade. Por exemplo: batata frita, cheesburguer, hambúrguer.

As crianças costumam imitar os pais, assim sendo se os pais têm hábitos alimentares errados acabam induzindo seu filho a alimentar se do mesmo modo.

Sedentarismo:

A vida sedentária facilitada pelos computadores, videogames, televisão … fazem  com que muitas crianças e  adolescentes praticamente não pratiquem exercícios. A violência urbana muitas vezes impede atividades ao ar livre como jogar bola, andar de bicicleta… e muitos pais preferem que seus filhos fiquem dentro de casa, onde estão seguros, levando-os a passarem horas em frente a TV ou algum outro equipamento eletrônico, e quase sempre acompanhados de biscoito, pipoca, sanduíche e refrigerante.

Stress e depressão:

Os jovens também são alvos de stress, causado por provas, vestibular, brigas com namorado (a) entre outros. A ansiedade pode fazê-los comer mais.

Gordinhos muitas vezes são excluídos de várias atividades ou sofrem gozação dos colegas. Isso pode levar a criança ou o adolescente a sentir se envergonhado e isolar se fazendo da alimentação uma fuga da realidade, isto é, quanto mais rejeitados, mais ansiosos, mais comem. Gordinhos com freqüência apresentam baixa autoestima e apresentam dificuldade para fazer amizade.

Pessoas com depressão sofrem alterações de apetite podendo emagrecer ou engordar. Algumas pesquisas mostram que pessoas deprimidas não praticam exercícios e comem mais doces, principalmente chocolate.

Fatores Genéticos:

Se a criança ou adolescente tem pais obesos corre grande risco de se tornar obeso também porque a obesidade pode ser genética.

Alterações hormonais:

Alterações hormonais como: excesso de insulina, deficiência de hormônio de crescimento deficiência de estrógeno e outros podem causar obesidade.

Prevenção é a palavra chave para evitar a obesidade.

  1. Consultar um endocrinologista antes de começar um regime.
  2. Não usar remédios para emagrecer sem antes consultar um médico. Muitas pessoas que usam estes remédios voltam a engordar rapidamente quando param o uso da medicação.
  3. Evitar pensar negativamente: muitas pessoas começam uma dieta, acreditando que ela não vai dar certo.
  4. Realizar no mínimo 5 refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar; intercalados com lanches que não devem ter alto valor calórico. Coma de preferência frutas, elas contêm fibras, vitaminas e minerais e baixo teor calórico.
  5. É importante ter uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e legumes.
  6. Respeitar o horário das refeições e não beliscar nos intervalos.
  7. Evitar alimentos gordurosos, doces, frituras e refrigerantes.
  8. Praticar exercícios físicos.
  9. Beber bastante água. A água mantém seu corpo hidratado e é muito importante para o bom desempenho das funções do organismo.

água

Pesquisas do Ambulatório são destaque em Congresso

Rita Vázquez, da Orientação Educacional e a Dra. Beatriz Salles Aguiar, responsável pelo Ambulatório do Band, participaram do 12º Congresso Brasileiro de Adolescência, em Florianópolis (SC). Durante os quatro dias de evento, apresentaram dois trabalhos realizados no Bandeirantes e também participaram de palestras voltadas para o tema “Adolescente e a Nuvem”.

Rita Vázquez e Dra. Beatriz Salles Aguiar

Os dois trabalhos apresentados remetiam a pesquisas feitas dentro do Colégio focando nos alunos que frequentam o ambulatório. Um deles se intitula “Estudo das causas que levaram os adolescentes a procurar pelos serviços do ambulatório durante o ano de 2011” e o outro, “Perfil do ambulatório de uma escola particular na cidade de São Paulo”.

O primeiro trabalho tratava de uma pesquisa que buscou esclarecer as causas que levam os alunos a procurar o Ambulatório do Band. Já o segundo, mostrou os artigos postados no blog Band Informa, um serviço de orientações médicas e estéticas aos adolescentes; a conclusão é que esse serviço ajuda a informar e fortalecer a autoestima dos adolescentes.

As palestras assistidas pela Dra. Beatriz e pela Profa. Rita alternavam entre temas da Medicina e apresentações sobre o lado social, escolar e relacional do adolescente. “Após as palestras, nós trocávamos impressões e experiências com vários profissionais da área”, explicou Rita.

Novas pesquisas já estão programadas para um futuro breve. “Os dois trabalhos foram realizados no Band e os próximos também terão essa óptica de usar o Colégio e os alunos como referência. Os estudantes serão o principal foco”, revelou a Dra. Beatriz.

“O Congresso foi muito importante porque além de apresentarmos os dois trabalhos encontramos pais de alunos e ex-alunos que puderam ver o trabalho que estamos realizando e fizemos contacto com palestrantes que se prontificaram a escrever artigos em sua área para o Blog. Muitos dos ex-alunos disseram ter gratidão pela formação pessoal e profissional proporcionada pelo Band e lembraram do colégio de maneira muito carinhosa”, contou Rita.

Acne

O que é a acne?

É uma doença de predisposição genética, cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, sendo extremamente comuns afetando cerca de 80-85% dos adolescentes entre 12 aos 25 anos. Atinge ambos os sexos, sendo geralmente mais grave no homem. Apresenta menor incidência em asiáticos e negros. É uma doença não contagiosa.

Dependendo de sua gravidade as alterações na pele podem deixar cicatrizes indeléveis marcando também psicologicamente a vida do adolescente e muitas vezes pela vida toda.

Por que ocorre?

Há necessariamente uma tendência genética, por isso filhos de pais que tiveram ou têm acne precisam procurar tratamento precocemente quando de suas manifestações, pois o quadro neles tende a ser mais grave do que nos filhos de pais que não tiveram acne. A tendência genética associada ao aumento de secreção dos hormônios sexuais que ocorre nessa fase da vida levarão ao estímulo das glândulas sebáceas que produzirão mais sebo e o seu acúmulo propiciará a proliferação da bactéria causadora da acne (Propioniobacterium acne) em diferentes formas de gravidade.

Tipos de acne

Classificação da acne:
A acne pode ser classificada de acordo com a sua gravidade:
Grau I – presença apenas de comedões (cravos), sem lesões inflamatórias (espinhas)
Grau II – presença de cravos, pápulas e pústulas (espinhas)
Grau III – cravos, pápulas, espinhas e cistos
Grau IV – cravos, espinhas, lesões císticas maiores que podem se interconectar pela pele (acne conglobata), formando “túneis”.

Como tratar?

Quem tem pele acnéica precisa lavar o rosto com sabonetes específicos para esse tipo de pele duas vezes ao dia. Repetir o procedimento mais vezes pode piorar a acne. Usuárias de maquiagem podem optar por produtos “oil-free” não comedogênicos, que devem ser removidos diariamente com demaquilantes não oleosos.

Homens com acne na face devem optar por aparelhos de barbear elétricos ou outro instrumento que cause menos danos. No caso de se optar por lâminas, deve-se primeiramente amaciar os pêlos com sabão e água morna antes de aplicar o creme de barbear.

Não aperte, esprema ou manipule espinhas. Quando uma espinha é “espremida”, mais eritema (vermelhidão), edema (inchaço) inflamação e cicatrizes poderão surgir.

O tratamento da acne varia de acordo com a gravidade da acne e deve ser sempre orientado pelo dermatologista. Inclui opções como:

  • Produtos de uso tópico como vitamina A ou peróxido de benzoíla – auxiliam na desobstrução dos poros e reduzem a proliferação de bactérias, mas podem causar ressecamento e descamação.
  • Antibióticos de uso tópico – utilizados nos casos de acne de menor gravidade. Quando grandes pústulas vermelhas não estão presentes.
  • Antibióticos orais – indicados para casos moderados a severos, especialmente quando há grande número de lesões nas costas ou tórax. Os antibióticos diminuem a quantidade de bactérias contidas no interior dos folículos e podem auxiliar na redução do eritema.
  • Hormônios femininos ou medicamentos que reduzem os efeitos de hormônios masculinos – indicados para os casos de acne grave.

Dicas

  1. Acne é uma questão médica e deve ser tratada pelo dermatologista.
  2. Na acne grau 1 é necessária a realização da limpeza de pele para extração dos comedões (cravos) e deve ser feita por esteticista com experiência, sem lesar a pele.
  3. Não esprema sozinho as lesões de acne: outras bactérias da pele podem superinfectar o local, agravando o problema, podendo levar a cicatrizes ainda mais graves.
  4. Lave a pele com sabonetes que controlem a oleosidade e utilize água fria. A água quente estimula a secreção oleosa.
  5. Alimentos não pioram a acne. Eventualmente, algumas pessoas referem piora com chocolate, amendoim, manga e outros alimentos. Pode haver uma questão psicológica ou de alergia associada, devendo ser evitados tais alimentos. Os trabalhos publicados não chegaram a um consenso até o momento.
  6. Sexo e masturbação: só pioram a acne quando realizados com sentimento de culpa. São situações normais e devem ser encarados dessa maneira.
  7. Quanto mais precocemente se procura o tratamento correto da acne, melhores os resultados.
  8. A auto-estima do adolescente deve ser valorizada, pois é uma fase de muitos conflitos e dúvidas. Eventualmente até uma avaliação psicológica pode ser necessária.
  9. Nos casos onde outras alterações possam estar associadas como hipertricose (aumento dos pêlos), obesidade e alterações menstruais, outros especialistas, como ginecologistas e endocrinologistas devem ser consultados.
  10. Tecnologias: atualmente é possível tratar a acne ativa com fototerapia que inibe a proliferação da bactéria causadora da acne. Cicatrizes deixadas pela acne podem ser tratadas com laser fracionado ablativo e não ablativo com bons resultados.

Dra Shirlei Schanaider Borelli. CRM: 44236
Dermatologista.  www.dermat.com.br

 

Importância do café da manhã

É muito importante tomar um bom café da manhã, porque passamos muito tempo sem nos alimentar enquanto estamos dormindo. Nossas reservas de energia corporal estão baixas ao acordarmos, pois mesmo em repouso nosso corpo continua gastando energia para reparar os tecidos e manter nossas funções vitais (atividade cerebral, respiração, circulação sanguínea).

Começar o dia em jejum obriga o organismo a economizar energia, resultando numa queda do gasto calórico, ficando mais difícil perder peso. Já o hábito de tomar café acelera o metabolismo, ou seja, o organismo passa a queimar mais calorias.

Reabastecemos nossas reservas energéticas durante o desjejum. Ao acordar estamos ligeiramente hipoglicêmicos, mas sem sintomas. No entanto se os níveis de glicose continuarem caindo, devido ao jejum prolongado, sintomas como: mau humor, tonturas, dor de cabeça, mal estar, tremores, desatenção, dor de estômago, podem surgir prejudicando o desempenho escolar e outras atividades do seu dia a dia. Geralmente estes sintomas desaparecem após a ingestão de alimentos.

“Durante a adolescência, o corpo está passando por mudanças consideráveis e uma alimentação balanceada e nutricionalmente adequada é essencial para a construção e a manutenção dos tecidos corporais”, diz a nutricionista Cibele Crispim. O corpo tem também um grande gasto calórico devido ao metabolismo acelerado e a prática de exercícios físicos. É importante não pular as refeições e manter um intervalo de no máximo 4 horas entre elas. Quando você faz uma refeição após um jejum prolongado seu corpo tenta estocar o máximo de energia que conseguir, como uma precaução para uma possível carência de energia futura.

Várias pesquisas americanas demonstraram que tomar um bom café da manhã, principalmente com alimentos ricos em fibras, promove maior sensação de saciedade ao longo do dia, e faz com que o individuo tenha menor propensão a comer em excesso nas outras refeições.

Os carboidratos (frutas, cereais integrais e pão) no café da manhã terão a função de repor as reservas de glicose que foram gastas durante a noite e fornecer energia para as atividades do dia. Os cereais demoram mais para ser digeridos mantendo o metabolismo acelerado.

As proteínas (queijo branco, presunto sem gordura, peito de peru ou de frango, iogurtes e leite desnatado) são importantes na formação de músculos, órgãos, cabelos, unhas, anticorpos, hormônios etc. e aumentam também a sensação de saciedade ao longo do dia, reduzindo o desejo de comer doces e carboidratos.

Resumindo:

  • A primeira refeição do dia é responsável por repor a energia consumida durante o sono e fornecer combustível para retomar as atividades do dia.
  • O café da manhã auxilia no controle do apetite durante o dia e estimula o gasto de energia necessário para a digestão e absorção dos alimentos.
  • Pular refeições principalmente o desjejum não ajuda a emagrecer. Mantenha um intervalo de no máximo 4 horas entre elas. Se seu horário estiver muito apertado e você perceber que não vai dar para fazer um bom desjejum, faça um lanche entre o café e o almoço. (fruta, iogurte desnatado, um pedaço de queijo branco, etc.)
  • Indivíduos que não se alimentam bem pela manhã tendem a ganhar mais peso e apresentam maior risco de obesidade.
  • O período da manhã é o horário ideal para cair em tentação e comer um doce, uma vez que você terá o dia inteiro para queimar estas calorias.
  • O resultado de uma dieta mal planejada pode ser perda de músculos e ganho de gordura, mesmo que você coma pouco.

Comece seu dia com o pé direito tomando um café da manhã saudável. Venha para a escola mais bem humorado(a), mais alerta para aprender, sem queixas de dores de cabeça, tontura e dor de estomago e consciente de que você está se mantendo em boa forma física.

Bibliografia:
http://marcionutricionista.blogspot.com.br/2012/06/importancia-de-um-bom-cafe-da-manha.html
www.bancodesaude.com.br/user/…/blog/a-importancia-cafe-manha
www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u392020.shtm
2009 International Food Information Council Foundation. 2009 International Food Information Council Foundation Food and Health Survey: Consumer Attitudes toward Food, Nutrition & Health. Executive Summary of report available at http://www.ific.org/research/foodandhealthsurvey.cfm. International Food Information Council Foundation (IFIC). IFIC Review: Breakfast and Health. Dec. 2008. http://www.ific.org/publications/other/breakfast.cfm

Vestibular e descanso: é possível?

Autores: Roberto Nasser, Elisabete Rosa, Juvenal Carlos Schalch e Osmar Antônio Ferraz.

O Ensino Médio é uma fase muito complicada para o adolescente, pois ele está chegando à reta final de seus estudos fundamentais e partindo para desafios mais complexos e decisivos em sua vida. No entanto, o último ano do Ensino Médio é o que parece trazer os alunos a essa consciência, tornando-os mais ansiosos, preocupados, agitados e, muitas vezes, esgotados.

Nesse período da vida escolar, a preocupação com o vestibular vai de encontro com as vontades dos adolescentes, que prefeririam descansar, encontrar-se com os amigos nos finais de semana, viajar nas férias. Mas será, mesmo, que esses interesses são completamente incompatíveis? Nem sempre.

O que ocorre nesse período da vida é que o aluno, talvez pela primeira vez em sua vida, tenha de assumir uma postura madura e responsável e identificar quais são suas prioridades. Se para ele o vestibular, a faculdade, não é uma prioridade, não há um dilema a resolver: o aluno não precisa dedicar-se com mais afinco aos estudos. No entanto, caso considere algo importante para sua vida, naquele momento, concorrer a uma vaga em uma determinada instituição de ensino superior, ele precisará deixar para segundo plano outras atividades que considera prazerosas. A possível recompensa, ao final do ciclo dos vestibulares, só virá com muito trabalho e dedicação.

Por outro lado, os alunos que admitem o vestibular como uma prioridade, muitas vezes, acabam pecando pelo exagero: abandonam completamente atividades prazerosas, o convívio social; diminuem as horas de sono, passando parte da madrugada a estudar; não viajam nem se divertem nas férias, alimentam-se mal para não perder muito tempo com as refeições. Embora esses alunos estejam certos do que desejam e estejam deixando clara sua prioridade, não estão sendo responsáveis, pois estão tomando atitudes que comprometem seu aproveitamento. Uma pessoa exausta, com sono e mal alimentada não consegue raciocinar direito.

Sendo assim, o ideal é que o aluno não seja exagerado, mas sim, acima de tudo, organizado. A organização permite que o vestibulando consiga estudar e descansar na medida necessária.

Como se organizar

 Em todo e qualquer planejamento, é necessário estabelecer objetivos possíveis de serem alcançados. Sendo assim, não adianta o aluno elaborar uma planilha de horário de estudo com muitas horas se, de antemão, ele já sabe que não conseguirá cumpri-las. Dessa forma, o adolescente deve estabelecer determinados horários para estudar, permitindo liberdade, em alguns dias, para uma atividade prazerosa, social ou esportiva. É necessário que o aluno estabeleça uma meta de estudos por dia: que matéria(s) será(ão) estudada(s), quantas páginas de apostila, quantas unidades de livro, e quantas resoluções de exercícios. Isso ajuda, inclusive, a diminuir a angústia sentida, muitas vezes, pela sensação de não dar conta do que precisa ser estudado.

Também não é adequado que os estudos comecem muito cedo e terminem muito tarde. O descanso e o lazer programados são essenciais para que os estudos sejam, de fato, proveitosos. “O stress esgota as atividades dos neurônios, causa problemas na transmissão e faz com que as sinapses não ocorram adequadamente” [1]. Por outro lado, o sono “(…) restaura as sinapses, elo transmissor entre os neurônios, e melhora o funcionamento do cérebro. Oito horas de sono é o ideal.” [1]

Uma vez definidas as horas possíveis de estudo, descanso e lazer, é fundamental manter uma rotina de execução das atividades programadas. É necessário que o aluno tenha um cronograma de estudos bem definido, com horário de início e fim das tarefas, bem como as pausas programadas para descanso, alimentação e higiene. Se o aluno se dedicar a cumprir todas as atividades nos limites de tempo programados, vai sentir-se mais seguro e tranquilo.

A parte talvez desagradável de tudo isso é que o cronograma de estudos deve incluir finais de semana e as férias. Aos finais de semana, é adequado que o aluno reserve 6 horas no sábado e 4 horas no domingo para estudos. O restante do tempo, o aluno pode – deve – dedicar a outras atividades. Nas férias, o ideal é que o aluno descanse – ou viaje – na primeira semana, pois, dessa  forma, descansa o corpo e a mente depois de um semestre de muito estudo. No entanto, nas semanas seguintes, é necessário que o aluno retome sua rotina de estudos, pois, assim, estará revisando conteúdos e, ao mesmo tempo, preparando-se para voltar ao ritmo acelerado do segundo semestre.

Portanto, apesar de parecer tenebroso, o período pré-vestibular pode e deve conciliar muito estudo e descanso na medida necessária. Basta, para isso, que o aluno mantenha-se organizado e disciplinado.

_______________________

[1] Superinteressante, Março/2012, p.82.

 

Socorro, meu cabelo está caindo!

Encontrar cabelo em excesso no ralo do chuveiro, nas escovas, na fronha do travesseiro são sinais de alarme.

Os números encontrados na literatura médica relacionados à alopecia (calvície) são impressionantes: 50% dos jovens a partir dos 15 anos de idade já começam a perder os cabelos. As meninas também apresentam o problema. Inúmeros trabalhos médicos internacionais demonstram que uma em quatro mulheres tem problemas de queda anormal dos cabelos.

Mas, afinal qual a causa disso em indivíduos tão jovens?

A alopecia nos adolescentes quase sempre decorre de uma associação de causas. Sem dúvida, as alterações hormonais dos rapazes e das moças nesta fase da vida são naturais e, nela, há um aumento significativo da oleosidade do couro cabeludo. Como consequência, é comum nesta região o aparecimento de uma inflamação chamada de dermatite seborreica (caspa). Desta inflamação resultam a caspa e o aumento da queda de cabelos.

Entre os vários tipos de alopecia a androgenética é a mais comum, atinge principalmente os homens. O DHT uma substância derivada da testosterona destrói o bulbo capilar.

Outras causas:

  • Predisposição genética (principalmente nos homens).
  • Estresse.
  • Deficiências nutricionais e vitamínicas.
  • Drogas ilícitas e álcool.

A queixa de rareamento capilar desses jovens pacientes que procuram o Instituto do Cabelo vem sempre acompanhada de sinais negativos de autoestima. Este fator leva a problemas secundários como isolamento e depressão. Outra intercorrência que observamos na clínica diária é a relação direta entre queda dos cabelos e as cirurgias de redução de estômago, procedimento este que vem aumento consideravelmente, motivado justamente pela obesidade mórbida e, até mesmo, com finalidade puramente estética.

E as dietas? Sem dúvida os regimes para emagrecer sem acompanhamento médico e os modismos alimentares para redução de peso são causas frequentes de uma queda anormal dos cabelos. A busca incessante para enquadrar-se nos padrões de beleza ditados pela mídia agrava a situação. Muitas vezes camufladas na queixa da queda dos cabelos encontra-se uma doença grave e que pode ser fatal: a anorexia nervosa.

A alimentação inadequada e em horários irregulares também é bastante prejudicial para os cabelos. O prejuízo nutricional advindo do excesso de ingestão de gorduras e sal pelos jovens é significativo.

Para que se tenha ideia concreta do problema, as principais redes de fast-food do país vendem sanduíches com percentual de gordura e sal que chegam a corresponder à quase totalidade diária dos nutrientes recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo levantamento do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

A ingestão em excesso de bebidas alcoólicas, refrigerantes com açúcar e doces em grande quantidade é prejudicial aos cabelos. É importante frisar o malefício das drogas ilícitas como maconha, cocaína, crack e outras, com risco de morte, que representam para seus usuários e, também, como causa importante de calvície nos jovens. Merecem destaque os esteroides anabolizantes usados para tornar o corpo “sarado” e aumentar a autoestima. Estas drogas levam a problemas irreversíveis no fígado, rins, testículos e coração. Portanto, se o usuário se mantiver vivo, ficará calvo, com certeza. Dessa forma, não use esteroides anabolizantes sem indicação médica especializada.

Dicas para não ficar careca:

  • Alimente-se de forma variada e em horários corretos.
  • Fique longe das drogas, álcool, cigarro e anabolizantes.
  • Fuja dos salgadinhos, biscoitos, batatas fritas e do fast-food.
  • Suplementos alimentares indicados para “malhação” podem ser ingeridos, desde que não contenham substâncias hormonais em suas formulações.
  • Raspar a cabeça não fortalece os fios.
  • Pratique esportes. O sedentarismo aumenta a produção de óleo pelas glândulas sebáceas.
  • O uso de gel não prejudica os cabelos. Use produtos que não contenham álcool ou silicone (PVP).
  • Tiaras, elásticos, “piranhas”, dreads e grampos podem provocar calvície irreverssível por trauma e tração do cabelo.
  • Use o boné somente para proteger-se do sol.
  • Drogas ilícitas (maconha, cocaína, ecstasy, crack), excesso de álcool e o fumo provocam queda dos cabelos.
  • Uso de “chapinhas” causam danos irreversíveis aos fios. O secador pode ser usado, em temperatura média e a uma distância de 30 centímetros dos fios.
  • Os cabelos podem ser tingidos. Procure um técnico capacitado e produtos aprovados pela ANVISA.
  • Tatuar o couro cabeludo raspado impedirá o crescimento dos fios na área tatuada de forma definitiva. Pense bem!
  • Nunca durma com gel ou musse nos cabelos. Isto provoca a quebra dos fios.
  • Nunca lave a cabeça com água quente. A temperatura ideal da água é de 20°C. na prática sinta frio ao lavar a cabeça.
  • Lave a cabeça, diária e suavemente com xampus sem sal.

Dr Luciano Barsanti
Médico Tricologista
Diretor Instituto do Cabelo
Presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia
Autor do Livro “Dr Cabelo” – Editora Elevação

Dra Beatriz Salles Aguiar. Médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório  Médico do Colégio Bandeirantes.

A influência do sono no aprendizado e na saúde

Na vida diária, dormir pouco interfere no humor, na memória, na atenção, no raciocínio, no equilíbrio, enfim nos processos cognitivos que relacionam uma pessoa ao seu ambiente e que determinam a qualidade de seu desempenho e de sua saúde.

Não devemos pensar no sono apenas como um repouso para o corpo e para o cérebro. Este último continua ativo enquanto dormimos, durante este período apagamos informações desnecessárias aprendidas durante o dia e reforçamos o que foi aprendido e que é importante que seja memorizado.

Durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que se alterados podem afetar o equilíbrio de todo o organismo:

  • O pico de produção do Hormônio de Crescimento (GH) ocorre durante a primeira fase do sono profundo. Além de estar envolvido com o crescimento o GH ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura e melhora o desempenho físico.
  • A Leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Ao produzir menor quantidade de lecitina o corpo sente necessidade de ingerir maior quantidade de carboidrato.
  • A privação de sono pode inibir a produção de insulina, hormônio que retira o açúcar do sangue, pelo pâncreas.
  • A falta de sono pode também elevar o nível de cortisol, hormônio do stress, que tem efeito contrário ao da insulina, fazendo com que a taxa de glicose (açúcar) no sangue se eleve.

Estes dois últimos fatores podem favorecer o aparecimento a longo prazo de diabetes ou um estado pré-diabético.

O sono é regido por nosso relógio biológico. A quantidade de sono necessária a cada pessoa é uma característica individual, mas a média da população necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Um indicador de privação de sono é a tendência para adormecer durante o dia. Isto acontece aos alunos durante as aulas ou sobre os livros de estudo.

Conclusão:

Estudos atuais comprovam que quem dorme pouco tem menor vigor físico, envelhece mais cedo, está mais propenso a infecções, diabetes, obesidade e hipertensão.

O sono não suprime a necessidade do estudo, de atenção nas aulas, da prática para o domínio da técnica, mas dormir pouco afeta nossa capacidade de memorizar e, conseqüentemente de aprender. Ocorre comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão de raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. Uma boa noite de sono é necessária para consolidar o que foi aprendido durante o dia.

Orientações:

  • Não durma de madrugada na véspera de uma prova.
  • Não fique estudando até muito tarde. É preferível acordar mais cedo e recomeçar, você estará mais descansado e o estudo renderá mais.
  • Aproveite o fim de semana para recuperar o sono atrasado, desligue o despertador e o celular.

Conselhos para Dormir Melhor:

  • À noite procure comer alimentos leves e não em grande quantidade. Evite tomar café, mate, chá preto.
  • Não durma com a TV ligada, uma vez que isso impede que você durma profundamente.
  • Evite jogos violentos no computador antes de dormir.
  • Durma com todas as luzes apagadas.
  • Tome um banho quente antes de dormir, para ajudar a relaxar.

Referências:
Dra Regeane Trabulsi Cronfli, médica formada pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Endocrinologia e Metabologia.
Saúde em Movimento. (www.saudeemovimento.com.br) 21/01/2008 .
Science in School. Sono e aprendizagem. 16/03/2007.
Dra Beatriz Salles Aguiar, médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório Médico do Colégio Bandeirantes.