Campanha de vacinação contra o HPV – segunda dose da vacina

A segunda dose da vacina do HPV acontecerá dias 28, 29, 30,31 de maio e dia 01/06.
Das 8h as 13h no ambulatório do Colégio.

Veja mais sobre a 1.a Dose da Vacina.

Atenciosamente,

Dr.a Beatriz Salles Aguiar
(Médica responsável pelo dep. Médico do Colégio Bandeirantes) – CRM: 20610

Socorro, meu cabelo está caindo!

Encontrar cabelo em excesso no ralo do chuveiro, nas escovas, na fronha do travesseiro são sinais de alarme.

Os números encontrados na literatura médica relacionados à alopecia (calvície) são impressionantes: 50% dos jovens a partir dos 15 anos de idade já começam a perder os cabelos. As meninas também apresentam o problema. Inúmeros trabalhos médicos internacionais demonstram que uma em quatro mulheres tem problemas de queda anormal dos cabelos.

Mas, afinal qual a causa disso em indivíduos tão jovens?

A alopecia nos adolescentes quase sempre decorre de uma associação de causas. Sem dúvida, as alterações hormonais dos rapazes e das moças nesta fase da vida são naturais e, nela, há um aumento significativo da oleosidade do couro cabeludo. Como consequência, é comum nesta região o aparecimento de uma inflamação chamada de dermatite seborreica (caspa). Desta inflamação resultam a caspa e o aumento da queda de cabelos.

Entre os vários tipos de alopecia a androgenética é a mais comum, atinge principalmente os homens. O DHT uma substância derivada da testosterona destrói o bulbo capilar.

Outras causas:

  • Predisposição genética (principalmente nos homens).
  • Estresse.
  • Deficiências nutricionais e vitamínicas.
  • Drogas ilícitas e álcool.

A queixa de rareamento capilar desses jovens pacientes que procuram o Instituto do Cabelo vem sempre acompanhada de sinais negativos de autoestima. Este fator leva a problemas secundários como isolamento e depressão. Outra intercorrência que observamos na clínica diária é a relação direta entre queda dos cabelos e as cirurgias de redução de estômago, procedimento este que vem aumento consideravelmente, motivado justamente pela obesidade mórbida e, até mesmo, com finalidade puramente estética.

E as dietas? Sem dúvida os regimes para emagrecer sem acompanhamento médico e os modismos alimentares para redução de peso são causas frequentes de uma queda anormal dos cabelos. A busca incessante para enquadrar-se nos padrões de beleza ditados pela mídia agrava a situação. Muitas vezes camufladas na queixa da queda dos cabelos encontra-se uma doença grave e que pode ser fatal: a anorexia nervosa.

A alimentação inadequada e em horários irregulares também é bastante prejudicial para os cabelos. O prejuízo nutricional advindo do excesso de ingestão de gorduras e sal pelos jovens é significativo.

Para que se tenha ideia concreta do problema, as principais redes de fast-food do país vendem sanduíches com percentual de gordura e sal que chegam a corresponder à quase totalidade diária dos nutrientes recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo levantamento do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

A ingestão em excesso de bebidas alcoólicas, refrigerantes com açúcar e doces em grande quantidade é prejudicial aos cabelos. É importante frisar o malefício das drogas ilícitas como maconha, cocaína, crack e outras, com risco de morte, que representam para seus usuários e, também, como causa importante de calvície nos jovens. Merecem destaque os esteroides anabolizantes usados para tornar o corpo “sarado” e aumentar a autoestima. Estas drogas levam a problemas irreversíveis no fígado, rins, testículos e coração. Portanto, se o usuário se mantiver vivo, ficará calvo, com certeza. Dessa forma, não use esteroides anabolizantes sem indicação médica especializada.

Dicas para não ficar careca:

  • Alimente-se de forma variada e em horários corretos.
  • Fique longe das drogas, álcool, cigarro e anabolizantes.
  • Fuja dos salgadinhos, biscoitos, batatas fritas e do fast-food.
  • Suplementos alimentares indicados para “malhação” podem ser ingeridos, desde que não contenham substâncias hormonais em suas formulações.
  • Raspar a cabeça não fortalece os fios.
  • Pratique esportes. O sedentarismo aumenta a produção de óleo pelas glândulas sebáceas.
  • O uso de gel não prejudica os cabelos. Use produtos que não contenham álcool ou silicone (PVP).
  • Tiaras, elásticos, “piranhas”, dreads e grampos podem provocar calvície irreverssível por trauma e tração do cabelo.
  • Use o boné somente para proteger-se do sol.
  • Drogas ilícitas (maconha, cocaína, ecstasy, crack), excesso de álcool e o fumo provocam queda dos cabelos.
  • Uso de “chapinhas” causam danos irreversíveis aos fios. O secador pode ser usado, em temperatura média e a uma distância de 30 centímetros dos fios.
  • Os cabelos podem ser tingidos. Procure um técnico capacitado e produtos aprovados pela ANVISA.
  • Tatuar o couro cabeludo raspado impedirá o crescimento dos fios na área tatuada de forma definitiva. Pense bem!
  • Nunca durma com gel ou musse nos cabelos. Isto provoca a quebra dos fios.
  • Nunca lave a cabeça com água quente. A temperatura ideal da água é de 20°C. na prática sinta frio ao lavar a cabeça.
  • Lave a cabeça, diária e suavemente com xampus sem sal.

Dr Luciano Barsanti
Médico Tricologista
Diretor Instituto do Cabelo
Presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia
Autor do Livro “Dr Cabelo” – Editora Elevação

Dra Beatriz Salles Aguiar. Médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório  Médico do Colégio Bandeirantes.

Campanha de vacinação contra o HPV

Prezados Pais,

O Colégio Bandeirantes, em parceria com a clínica Vacinar, está promovendo a 4.a campanha de vacinação contra o HPV. Além de sensibilizar e informar pais e alunos sobre os problemas decorrentes da infecção pelo HPV e a importância da vacinação, a campanha tem como objetivo vacinar as alunas e alunos do Ensino Médio e do Ensino Fundamental que se interessarem, mediante autorização dos pais ou responsáveis.

Este ano a vacina estará disponível para as meninas e os meninos a partir de 9 anos de idade.

A clínica Vacinar estará presente no ambulatório do Colégio, entre os dias 27 e 30 de março de 2012, para aplicar a primeira dose da vacina. As demais doses também serão oferecidas nas dependências da Escola, nos meses de maio e setembro.

Os pais interessados deverão preencher a autorização (em anexo) e encaminhá-la ao ambulatório do Colégio, preferencialmente até 25/03.

A seguir, informamos as etapas da vacinação e respectivos valores:

  • 1.a dose: entre 27 e 30 de março: valor: R$ 300,00 (2 cheques de R$150,00; sendo o primeiro para março e o segundo, pré-datado para abril)
  • 2.a dose: entre 28 e 31/de maio de 2012: valor: R$ 300,00 (dois cheques de R$ 150,00; sendo o primeiro para maio e o segundo, pré-datado para junho);
  • 3.a dose: entre 25 e 28 setembro de 2012: valor R$ 300,00 (dois cheques de R$ 150,00; sendo o primeiro para setembro e o segundo, pré-datado para outubro).

Para receber cada dose da vacina, a aluna (o) deverá trazer sua carteira de vacinação e os cheques citados conforme explicados acima, os quais serão recebidos pelo próprio laboratório. À aluna(o) que não tiver sua carteira de vacinação em mãos, uma nova carteira será oferecida para que o controle das doses possa ser realizado. Lembramos que a vacinação incompleta pode não proporcionar proteção adequada contra o HPV. O horário de vacinação será das 8h às 13h.

Para maiores esclarecimentos, segue documento sobre os riscos da infecção pelo HPV e informações sobre a vacina.

Atenciosamente,

Dr.a Beatriz Salles Aguiar

(Médica responsável pelo dep. Médico do Colégio Bandeirantes) – CRM: 20610

 

Prof.a Maria Estela B. Zanini

(Coord. do programa de Orientação Sexual do Colégio Bandeirantes)

O que é o Papiloma Vírus Humano (HPV)?

O HPV é um vírus que ataca homens e mulheres. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 40 tipos afetam a área genital. Alguns causam verrugas não cancerígenas no colo do útero e nos genitais, de difícil tratamento e que recidivam com frequência ( tipos 6 e 11) e outros, principalmente os tipos 16 e 18, causam câncer de colo de útero, vulva, vagina, pênis e anus.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é a terceira neoplasia maligna mais comum em mulheres, sendo superado apenas pelo câncer de pele (não melanoma) e pelo de mama. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres.9 No Brasil, ainda são registrados mais de 19,2 mil casos da doença a cada ano .7

A infecção pelo HPV é a doença de transmissão sexual mais comum atualmente, afetando 50% das pessoas sexualmente ativas, na maioria das vezes de forma assintomática. 6-7

O fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de colo de útero é a infecção pelos tipos oncogênicos do HPV (tipos 16 e 18). É importante saber, no entanto, que ter contato com o vírus não significa desenvolver alguma doença ou transmiti-la. Pessoas saudáveis, com sistema imunológico normal, costumam eliminar o HPV espontaneamente.

Como ocorre a transmissão?

O vírus pode ser encontrado na pele e nas mucosas. A transmissão geralmente acontece pelo contato com a região infectada. O HPV não necessita de penetração para se instalar; pode ser encontrado na virilha, nas coxas ao redor da região genital e na mucosa oral. Portanto, carícias íntimas entre duas pessoas (“amasso”) podem transmitir o vírus. Existe também, mais raramente, a possibilidade de transmissão vertical (mãe/ feto) e de contaminação por meio de objetos que contenham o HPV,

(roupas íntimas, sabonete, toalhas, instrumentos médicos) e pelas mãos, o que explica a possibilidade de contaminação mesmo com o uso de camisinha. O nível de proteção do preservativo é só de 60%.

Isso porque ele barra apenas a invasão do vírus no órgão genital. O resto do corpo fica desprotegido à mercê do menor contato com o vírus, que pode ser transmitido mesmo sem a presença de lesões.

O que é a vacina quadrivalente contra o HPV?

A vacina quadrivalente recombinante contra o HPV evita a infecção por 2 tipos de vírus cancerígenos (16 e 18), responsáveis por 70% de todos os tipos de câncer de colo de útero, mais de 50% de câncer de pênis e 40% de tumores anais, e 2 tipos de vírus não cancerígenos (6 e 11), que causam 90% de todos os casos de verrugas genitais. 3-6-7-9-10

A vacina quadrivalente é altamente efetiva (99%) contra câncer de colo de útero e outras lesões genitais, malignas ou não, em mulheres e homens jovens sem contacto prévio com o vírus. A vacina não trata infecções pré-existentes pelo HPV ou suas complicações. 10

Qual é a indicação da vacina?

A vacina foi testada e está sendo indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos. Os adolescentes devem receber o esquema completo de vacinação antes de se tornarem sexualmente ativos. A vacina é potencialmente mais eficaz em indivíduos que nunca entraram em contacto com o HPV, embora os que já foram expostos a algum tipo do vírus também possam se beneficiar da vacinação, porque serão protegidas dos demais tipos contidos na vacina.

A vacina não é recomendada para mulheres grávidas.

Mulheres e homens de mais de 26 anos devem ser vacinados?

Estudos sobre esta vacina estão sendo realizados em homens e mulheres com idade superior a 26 anos. A liberação de vacina para estes grupos aguarda o parecer da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Quais os efeitos colaterais da vacina?

Os estudos de desenvolvimento clínico não demonstraram efeitos colaterais graves. Os mais frequentes são os seguintes: dor no local da injeção e febre baixa (10% dos casos).

Qual a duração de proteção da vacinas?

Até o momento, os estudos demonstram que as mulheres e homens vacinados estão protegidos por no mínimo 8,5 anos. A duração exata da proteção da vacina ainda é desconhecida.

É necessário dose de reforço?

Até o momento a resposta é não. Só estudos em longo prazo poderão determinar a necessidade ou não de dose de reforço.

As mulheres vacinadas ainda precisam fazer controles de rotina?

A vacinação não exclui a importância de se fazer o exame de Papanicolau uma vez por ano, pelos seguintes motivos:

1. o Papanicolau detecta precocemente, em 80% dos casos, alterações celulares que podem se transformar em câncer.

2. a vacina não proporciona proteção contra todos os tipos de HPV que causam câncer de colo de útero.

3. as mulheres que já tenham tido infecção pelo HPV podem eventualmente não se encontrar totalmente protegidas após a vacinação.

4. as mulheres que não tomaram as 3 doses da vacina podem também não estar totalmente protegidas.

Qual o esquema de vacinação?

Três doses (intramusculares), com intervalo de 2 e 6 meses após a primeira aplicação.

Existe alguma contra indicação?

1. Vigência de quadro febril, infeccioso agudo.

2. Gestação.

3. Alergia a alumínio ou reação adversa a uma dose prévia da vacina.

4. Uso de drogas imunossupressoras e corticoide em altas doses por período superior a 14 dias.

5. Alterações de coagulação (pode ocorrer sangramento local).

Nos 2 últimos casos sugerimos que o médico da criança/ adolescente seja consultado.

Recomendações:

1. O uso de preservativo é indispensável, não só contra a infecção pelo HPV, mas também contra todas as outras DSTs.

2. O HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral.

3. A consulta com ginecologista é muito importante. A incidência de câncer de colo de útero é baixa em mulheres com menos de 25 anos de idade. A Sociedade Americana de Cancerologia aconselha que todas as mulheres façam o teste de Papanicolau, anualmente. Os controles devem começar 3 anos após o início da vida sexual ativa, ou no máximo até os 21 anos.

Referências

1. American Cancer Society. Available at.

http://documents.cancer.org/115.00/115.00.pdf. Accessado em 25 de Abril de 2009.

2. American Cancer Society. Available at.

www.cancer.org/dowloads/PRO/CervicalCancer.pdf . Acessado em 25 de Abril de 2009.

3. NIP/CDC. http://www.cdc.gov/vaccines/vdp-vac/hpv/vac-faqs.htm. Acessado em 22 de Abril de2009.

4. Steinbrook R. N Engl J Med. 2006; 354 (11):1109-1112. A correction has been published: N Engl J Med2006:355(7):745.

5. Atenção Integral a Saúde da Mulher.

http://www.gineco.com.br/vacinahpv.htm. Acessado em 22 de Abril de 2009.

6. Boletim Feury Medicina e Saúde.

http://www.fleury.com.br/Medicos/SaudeEmDia/RevistaMedicinalESaude/pages/81Vaci. Acessado em 22 de Abril de 2009.

7. Revista Fleury Saúde em Dia.

http://www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/RevistaSaudeEmdia/pages/8Vacinacontra. Acessado em 22 de Abril de 2009.

8. Evite o Câncer do Colo do Útero.

http://www.casadevacinasgsk.com.br/hpv/cancer-colo-utero.asp. Acessado em 22 Abril de 2009.

9. HPV. Câncer de Colo do Útero. Verrugas Genitais.Guia de Ginecologia .Merck Sharp & Dohme. MC 450/08. 06-2009-GRD-08-BR-450-PE.

10. Vacina Quadrivalente Recombinante Contra Papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16, 18). Merck Sharp & Dohme.MC 003/08.12-08-GRD-2007-MVD1237101-DA.11-2008-GRD-08-BR-003-DA.

11. Journal of Infectous Desease 01/01/2011,203:49-57, 2011.

12. The New England Journal of Medicine, 03/02/2011.

 

Clique aqui para imprimir a autorização para vacinação.

Será que minhas vacinas estão em dia?

Esquema vacinal do adolescente

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Se quiser imprimir a tabela, baixe o arquivo em PDF

A influência do sono no aprendizado e na saúde

Na vida diária, dormir pouco interfere no humor, na memória, na atenção, no raciocínio, no equilíbrio, enfim nos processos cognitivos que relacionam uma pessoa ao seu ambiente e que determinam a qualidade de seu desempenho e de sua saúde.

Não devemos pensar no sono apenas como um repouso para o corpo e para o cérebro. Este último continua ativo enquanto dormimos, durante este período apagamos informações desnecessárias aprendidas durante o dia e reforçamos o que foi aprendido e que é importante que seja memorizado.

Durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que se alterados podem afetar o equilíbrio de todo o organismo:

  • O pico de produção do Hormônio de Crescimento (GH) ocorre durante a primeira fase do sono profundo. Além de estar envolvido com o crescimento o GH ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura e melhora o desempenho físico.
  • A Leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Ao produzir menor quantidade de lecitina o corpo sente necessidade de ingerir maior quantidade de carboidrato.
  • A privação de sono pode inibir a produção de insulina, hormônio que retira o açúcar do sangue, pelo pâncreas.
  • A falta de sono pode também elevar o nível de cortisol, hormônio do stress, que tem efeito contrário ao da insulina, fazendo com que a taxa de glicose (açúcar) no sangue se eleve.

Estes dois últimos fatores podem favorecer o aparecimento a longo prazo de diabetes ou um estado pré-diabético.

O sono é regido por nosso relógio biológico. A quantidade de sono necessária a cada pessoa é uma característica individual, mas a média da população necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Um indicador de privação de sono é a tendência para adormecer durante o dia. Isto acontece aos alunos durante as aulas ou sobre os livros de estudo.

Conclusão:

Estudos atuais comprovam que quem dorme pouco tem menor vigor físico, envelhece mais cedo, está mais propenso a infecções, diabetes, obesidade e hipertensão.

O sono não suprime a necessidade do estudo, de atenção nas aulas, da prática para o domínio da técnica, mas dormir pouco afeta nossa capacidade de memorizar e, conseqüentemente de aprender. Ocorre comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão de raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. Uma boa noite de sono é necessária para consolidar o que foi aprendido durante o dia.

Orientações:

  • Não durma de madrugada na véspera de uma prova.
  • Não fique estudando até muito tarde. É preferível acordar mais cedo e recomeçar, você estará mais descansado e o estudo renderá mais.
  • Aproveite o fim de semana para recuperar o sono atrasado, desligue o despertador e o celular.

Conselhos para Dormir Melhor:

  • À noite procure comer alimentos leves e não em grande quantidade. Evite tomar café, mate, chá preto.
  • Não durma com a TV ligada, uma vez que isso impede que você durma profundamente.
  • Evite jogos violentos no computador antes de dormir.
  • Durma com todas as luzes apagadas.
  • Tome um banho quente antes de dormir, para ajudar a relaxar.

Referências:
Dra Regeane Trabulsi Cronfli, médica formada pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Endocrinologia e Metabologia.
Saúde em Movimento. (www.saudeemovimento.com.br) 21/01/2008 .
Science in School. Sono e aprendizagem. 16/03/2007.
Dra Beatriz Salles Aguiar, médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório Médico do Colégio Bandeirantes.

Você sabia que comer pouco nem sempre emagrece?

Teoricamente se você ingerir menos calorias do que gasta diariamente seu peso se reduzirá, isto, porém não é garantia de redução de tecido gorduroso.

Todas as adaptações feitas pelo nosso corpo visam somente nossa sobrevivência, não levando em consideração a estética. O corpo não tem como saber que você não está comendo porque não tem tempo ou está de regime. A interpretação dele é que você não tem o que comer e não que você não quer comer, para poupar energia o seu metabolismo vai diminuir.

O corpo humano em repouso precisa de uma quantidade mínima de energia diária (energia basal) para a manutenção de suas funções vitais (funcionamento de todos os órgãos).

O gasto energético total diário inclui, além do gasto basal, também a energia gasta com atividades físicas, trabalho e/ou estudo e a digestão dos alimentos. Comer também gasta energia, 6 a 10% do gasto total diário de energia ocorre durante o processo de digestão.

Motivos pelos quais posso engordar  fazendo regime sem orientação adequada:

  • Pular refeições e comer muito pouco diminui o metabolismo. Nosso corpo prioriza o armazenamento de energia como gordura. Numa dieta mal planejada o tecido muscular é mais utilizado do que a gordura para fornecer energia, e você poderá perder massa muscular e não tecido adiposo como era sua intenção ao iniciar a dieta.
  • O carboidrato não pode ser totalmente cortado da alimentação. Eles são os nutrientes responsáveis pela queima de gordura e fornecimento de calorias ao organismo. Devemos consumir com moderação os carboidratos complexos como mandioca, macarrão, pão, arroz, dando preferência as versões integrais, e evitar os carboidratos simples como os açúcares.
  • Gastando menos energia, devido ao metabolismo diminuído, temos mais chance de engordar quando damos uma escapadinha da dieta, porque a comida ingerida pode ter mais calorias do que o corpo está atualmente adaptado a queimar.

Orientação:

  • Faça regime com orientação médica ou de um nutricionista.
  • Tenha paciência. Não existe regime milagroso e não se deve emagrecer muito rapidamente.
  • A dieta deve ser balanceada e não composta por 1 ou 2 tipos de alimento somente (papinha de nenê, clara de ovo etc).
  • Coma de 3/3horas.
  • Pratique exercício físico regularmente.

Dra Beatriz Salles Aguiar. Médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório Médico do Colégio Bandeirantes

Vacinação contra o HPV

A campanha contra o vírus HPV de 2011 chega a seu fim, e as alunas que começaram a se prevenir no mês de março não podem se esquecer a última dose. A vacinação acontece nos dias 26, 27 e 28 de setembro, entre as 8h e as 13h , no ambulatório do Bandeirantes sob a responsabilidade do Centro de Imunização Vacinar.

Perda auditiva causada pelos aparelhos portáteis de música

Prof.a Dra. Tânia Sih – Faculdade de Medicina USP
Prof. Dr. Ricardo Godinho – PUC Minas

Nos últimos anos ocorreu uma extraordinária popularização dos aparelhos portáteis de músicas, incluindo os celulares. Na onda deste crescimento, a exposição de jovens a música em volume alto aumentou drasticamente e na mesma proporção os riscos de danos à saúde.

Os aparelhos de som pessoais também podem reproduzir o som na mesma intensidade da música alta de shows, boates e bares, representando uma fonte potencialmente perigosa de ruído recreativo. Os níveis de som em shows de rock foram registrados entre 120 a 140 dB e aqueles em bares e boates podem atingir intensidades sonoras maiores que 95 dB.

Os tocadores de MP3 ou MP4, utilizados por mais 64% dos estudantes de classe média de São Paulo, e por aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo o mundo, chegam, facilmente, aos 120 dB. Intensidade suficiente para provocar perda auditiva com utilização diária de menos de 5 minutos.

A perda auditiva, a sensação de zumbido e/ou ouvido cheio que pode ser percebida quando saímos de um show ou de uma festa em uma boate, ou até mesmo após acompanhar um trio elétrico no carnaval, é uma consequência de uma lesão das células do nosso ouvido. A maioria dos jovens, entretanto é incapaz de relacionar adequadamente o efeito indesejado do som alto na capacidade de escutar.

A perda auditiva causada pela música não se deve somente a intensidade dos níveis de volume, mas também ao tempo de exposição a este estímulo sonoro elevado. Alguns jovens podem ser mais sensíveis à lesão causada pelo som. Importante lembrar que estes danos podem ser reversíveis apenas em estágios iniciais.

Cuidado
Uma pesquisa realizada pela Deafness Research (UK) estima que os jovens de hoje fiquem surdos 30 anos mais cedo do que os seus pais. O principal motivo desta previsão desastrosa é o desconhecimento dos efeitos nocivos dos ruídos intensos – a música pode ser um deles – para a audição humana.

Protegendo o ouvido
Usar um protetor auricular em shows pode proteger a audição sem diminuir o divertimento. Os otorrinos e os pais são o grupo com maior probabilidade de recomendar o uso de proteção do ouvido. Além disso, influências sociais tais como os amigos, exemplos públicos e a televisão também poderiam influenciar tal comportamento.

Volume e Tempo limite para o uso do MP3
Segundo um Estudo da Universidade do Colorado, estes limites baseiam-se na média de ruído que os tocadores de MP3 são capazes de gerar.

% do controle do volume Tempo limite antes de ocorrer dano
Até 50% Sem limite
60% 18 horas
70% 4,6 horas
80% 1,2 horas
90% 18 minutos
100% 5 minutos*

*O artigo original fala em 5 minutos, porém como os aparelhos no Brasil atingem 120 dB, não é prudente utilizar mais de 3 minutos.

Deve-se ainda dar um desconto, diminuindo o tempo de uso, para os aparelhos e/ou fones falsificados, que normalmente atingem uma intensidade maior, porém com menor qualidade.

Fone de Ouvido adequado
Os fones que ficam “dentro da orelha” possuem, em média, 5,5 dB de intensidade a mais que os fones que ficam “sobre a orelha”. Estes últimos, então, podem ser utilizados por um pouco mais de tempo. Novos modelos de fones, feitos sob medida, entretanto, são desenhados para bloquear a entrada do conduto auditivo, evitam a audição de ruídos externos e permitem ao ouvinte escutar músicas com um volume menor.

Quando procurar orientação médica
O otorrinolaringologista é o médico especializado em prevenir, diagnosticar e tratar os problemas da audição.
Procure orientação na presença de: zumbido, sensação de ouvido cheio, qualquer incômodo no ouvido ou perda auditiva.

Mais informações
www.iapo.org.br
www.otorrinopediatria.com.br

Vacinação contra HPV

Dando prosseguimento a campanha de prevenção contra o HPV, o ambulatório do Colégio Bandeirantes informa pais e alunas de que a segunda dose da vacina será aplicada nos dias 25, 26 e 27 de maio, das 8h às 13h.

A vacinação ocorrerá no próprio ambulatório do Colégio, sob a responsabilidade do Centro de Imunização Vacinar.

Contusões – Primeiro Atendimento

Nossos alunos perguntam por que tratamos com gelo todos aqueles que sofrem batidas, pancadas e entorses que comparecem ao Ambulatório do Colégio Bandeirantes: “Por que colocar gelo no dedo que está doendo após uma bolada?”

Antes de tudo, esclareçamos o que se define por contusão:

Contusão é toda lesão produzida em nossos tecidos por um agente mecânico (contundente), como uma batida, sem que haja ferimento com rompimento da pele.

Entorses podem ser definidos de maneira simples como torções das articulações (juntas) por um trauma, sem ruptura de pele.

Em ambos os casos, logo após a agressão aos tecidos começa a reação dos mesmos, resultando em edema (inchaço), que nada mais é do que o extravasamento (saída) de líquidos dos tecidos para fora de seus lugares habituais (células e vasos sanguíneos), mantendo-se, porém, abaixo da pele, sem rompê-la. Esse líquido rapidamente ocupa espaço entre os tecidos contundidos, fazendo com que a dor apareça e aumente, se não tomadas medidas para fazer cessar o processo e revertê-lo.

O gelo promove diminuição da dor porque reduz o inchaço (edema) e hematomas (coleções sanguíneas entre os tecidos), devido à vasoconstricção que provoca, isto é, o frio faz os vasos sanguíneos reduzirem seu calibre, fazendo com que não sangre mais ou o sangramento seja menor, diminuindo os efeitos deletérios (ruins) no momento, propiciando uma melhor recuperação depois. Também, pelo mesmo mecanismo de redução do aporte de líquido à região, faz com que o edema não aumente muito mais após a aplicação do gelo.

Quando devemos usar gelo nas contusões? SEMPRE.

Pode-se usá-lo em traumatismos musculares, tendinosos, ligamentares, câimbras e até em “galo” na testa após uma cabeçada. O “galo” nada mais é do que um hematoma em formação.

O gelo deve ser colocado no local que está doendo imediatamente após o traumatismo. Para proteger a pele utiliza-se uma toalha entre a pele e o recipiente (pode ser um saco plástico) com gelo.

Nas grandes articulações (cotovelo, ombro, coxa, joelho, tornozelo ) a aplicação deve durar no mínimo 30 minutos, podendo ser repetida a cada 20 minutos. Nos dedos aplica-se o gelo por um período de 10 minutos. Essa alternância visa não só manter a irrigação sanguínea dos tecidos, mas também provocar, durante a retirada do gelo, a diminuição do edema já ocorrido, pelo efeito rebote (entenda-se retorno rápido) da circulação ao retirarmos o gelo momentaneamente (os vasos que já pararam de sangrar podem reabsorver os líquidos nesse momento).

Não se aplica gelo diretamente em feridas abertas ou queimaduras, por perigo de se aumentar eventual área de necrose (morte de tecidos) e infecção.

Orientação Prática:

O que fazer ao terminar de treinar e sentir dor em alguma parte do corpo ou suspeitar de alguma contusão:

Gelo: imediato e nas primeiras 24 a 48 horas após a lesão ou inicio da dor. Esse período é crítico, logo, fazer compressas geladas com freqüência (ver intervalos e razões acima, no texto);

Elevação do membro contundido, isto é, manter o local afetado para cima, para evitar que, por força da gravidade, o inchaço (edema) aumente, assim como para desinchar;

Descanso: a continuação da prática esportiva poderá agravar a lesão. Se a dor não desaparecer rapidamente só voltar a treinar após ter obtido parecer profissional a respeito do problema.

Em Resumo:

Trauma Fechado (sem sangramento):

  1. Gelo;
  2. Imobilização do membro (até se conhecer a gravidade da lesão);
  3. Elevação do membro;
  4. Consulta a profissional de saúde

Autores:

Beatriz Salles Aguiar – Médica (CRM 20610) responsável pelo Ambulatório Médico do Colégio Bandeirantes, Especialista em Pediatria pela Faculdade de Medicina da USP e Sociedade Brasileira de Pediatria, Especialista em Medicina Desportiva pela USP;

Luiz Alvaro de Menezes Filho – Médico (CRM 22033), Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela USP e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Mestre e Doutor em Ortopedia e Traumatologia pela USP, Especialista em Medicina Desportiva pela USP.